Sem inspiração,
Sem emoção,
Sem vontade de escrever,
É abstinência de você...
Em uma fase romanticamente brega,
Entre rimas e combinações,
64 horas 100 você,
Não faz bem ao meu coração...
Se você puder, se apresse um pouco,
Me deixa olhar o teu olhar,
Eu preciso de uma dose de você
Pra parar com essa tolice de rimar...
Ai que saco essas rimas,
Tô parecendo repentista de praça,
Por favor não demora mais,
Isso já perdeu a graça...
Estou te esperando ainda hoje,
No máximo, até amanha,
E não passe disso não,
Antes que eu compre um violão...
Fazer rima e com fundo musical,
Já pensou que decadência tamanha?
Era só o que me faltava,
Ser concorrente de Cajú e Castanha...
Que isso sirva como protesto,
Rimas não dá pra aguentar,
Eu preciso de você,
Volte logo e me faça parar.
domingo, 25 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Quinta Rotina...
E toda quinta era a mesma coisa. A mesma fila gigantesca na frente. O segurança que checa a identidade mesmo vendo as mesmas pessoas e sabendo decorado até a filiação de cada um. As mesmas pessoas e suas conversas sem graça. As mesmas cantadas antiquadas. A mesma banda de pagode. As mesmas músicas. A mesma isso, a mesma aquilo outro, o mesmo sei lá o que...
A única coisa que não seria mais a mesma era o tal trocinho azul que fazia ela ver fadinha verde. Não, aquilo alí jamais seria o mesmo. Nunca mais iria se repetir. Assim foi feita a promessa na sexta feira seguinte a uma dessas quintas altamente iguais. Lembro bem, como se tivessse sido comigo, ela falou em alto e bom tom: " Juro que isso não vai ser igual semana que vem. " E durou. A promessa ficou de pé, até a quinta seguinte. Por uma única quinta. Só uma. Logo depois, isso mesmo, na próxima quinta, bem alí, na outra semana, tudo já era igual novamente.
A única coisa que não seria mais a mesma era o tal trocinho azul que fazia ela ver fadinha verde. Não, aquilo alí jamais seria o mesmo. Nunca mais iria se repetir. Assim foi feita a promessa na sexta feira seguinte a uma dessas quintas altamente iguais. Lembro bem, como se tivessse sido comigo, ela falou em alto e bom tom: " Juro que isso não vai ser igual semana que vem. " E durou. A promessa ficou de pé, até a quinta seguinte. Por uma única quinta. Só uma. Logo depois, isso mesmo, na próxima quinta, bem alí, na outra semana, tudo já era igual novamente.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
"Coração Gelado" é personagem de desenho animado.
Enquanto todos ainda me julgam coração de gelo, não sei mais esconder o que sinto , agora sou outra pessoa. Pelo menos para mim mesma.
Se antes eu não acreditava em amor, hoje tá tudo diferente. Para quem achava ridículo baboseiras de casais apaixonados, hoje consigo achar graça ao ouvir na rádio “A paixão me pegou, tentei escapar não consegui...” E olhe que eu detesto pagode, que isso fique bem claro.
Não consigo disfarçar o meu sorriso ao ver seu olhar mesmo que diante de uma tela. E quer saber? Agora pouco me importa que todos saibam. Não tenho mais aquele coração congelado, ele agora tá quente e bem, muito bem ocupado.
Que se danem minhas teorias antigas sobre paixões. O que vale agora é que sentir o que eu estou sentindo vale mais do que tudo que eu já senti até hoje. Nada a ver com tolices de meu amor pra cá ou meu amor pra lá. Que isso também fique aqui bem definido. Mas, paremos e analisemos. Aprendi a ver beleza em qualquer sorriso que nasce de teus lábios, até mesmo quando eu nem estou de fato olhando para você. Aprendi a admirar tudo o que você faz. Acho lindo até a ansiedade que sinto antes das nossas conversas, antes de te encontrar.
Então, vamos ao que interessa. Quando um de nós entristecer juntos iremos nos confortar. Quando um de nós desistir, juntos iremos alcançar. Quando um de nós perder as esperanças, juntos acharemos outro caminho. Quando um de nós errar, juntos acertaremos. Se brigarmos, saberemos perdoar. Se discutirmos, com paciência iremos nos reconciliar, e, a parte melhor disso será fazer as pazes.
A partir de agora esquecemos o eu e você e focaremos no NÓS. Minha proposta é basicamente a seguinte: Aceite meus chamegos e sorrisos. Aceite meu olhar. Aceite meus abraços e carinhos. Aceite que eu te ligue todas as manhãs para te desejar bom dia e as noites para desejar-lhe bons sonhos. Aceite que eu te chame de anjinho, que eu te diga quantas vezes eu quiser dizer que meu coração é seu. Aceite um cafuné quando você estiver trabalhando em casa e de saco cheio de ficar na frente do computador. Aceite que eu te faça um bolo de chocolate e te lambuze com a calda quente enquanto assistimos na tv qualquer filminho mamão com açucar. Aceite que eu faça dos teus dias muito melhores, e que sendo melhores os seus, sejam também os meus. E a melhor de todas. Aceite ser meu, só meu, e o resto dos “aceites” fica só entre nós dois. E ai?
Se antes eu não acreditava em amor, hoje tá tudo diferente. Para quem achava ridículo baboseiras de casais apaixonados, hoje consigo achar graça ao ouvir na rádio “A paixão me pegou, tentei escapar não consegui...” E olhe que eu detesto pagode, que isso fique bem claro.
Não consigo disfarçar o meu sorriso ao ver seu olhar mesmo que diante de uma tela. E quer saber? Agora pouco me importa que todos saibam. Não tenho mais aquele coração congelado, ele agora tá quente e bem, muito bem ocupado.
Que se danem minhas teorias antigas sobre paixões. O que vale agora é que sentir o que eu estou sentindo vale mais do que tudo que eu já senti até hoje. Nada a ver com tolices de meu amor pra cá ou meu amor pra lá. Que isso também fique aqui bem definido. Mas, paremos e analisemos. Aprendi a ver beleza em qualquer sorriso que nasce de teus lábios, até mesmo quando eu nem estou de fato olhando para você. Aprendi a admirar tudo o que você faz. Acho lindo até a ansiedade que sinto antes das nossas conversas, antes de te encontrar.
Então, vamos ao que interessa. Quando um de nós entristecer juntos iremos nos confortar. Quando um de nós desistir, juntos iremos alcançar. Quando um de nós perder as esperanças, juntos acharemos outro caminho. Quando um de nós errar, juntos acertaremos. Se brigarmos, saberemos perdoar. Se discutirmos, com paciência iremos nos reconciliar, e, a parte melhor disso será fazer as pazes.
A partir de agora esquecemos o eu e você e focaremos no NÓS. Minha proposta é basicamente a seguinte: Aceite meus chamegos e sorrisos. Aceite meu olhar. Aceite meus abraços e carinhos. Aceite que eu te ligue todas as manhãs para te desejar bom dia e as noites para desejar-lhe bons sonhos. Aceite que eu te chame de anjinho, que eu te diga quantas vezes eu quiser dizer que meu coração é seu. Aceite um cafuné quando você estiver trabalhando em casa e de saco cheio de ficar na frente do computador. Aceite que eu te faça um bolo de chocolate e te lambuze com a calda quente enquanto assistimos na tv qualquer filminho mamão com açucar. Aceite que eu faça dos teus dias muito melhores, e que sendo melhores os seus, sejam também os meus. E a melhor de todas. Aceite ser meu, só meu, e o resto dos “aceites” fica só entre nós dois. E ai?
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Prometo prometer só aquilo que eu posso cumprir!
Prometo primeiro e antes de tudo te olhar com menos discrição no próximo elevador.
Prometo que você não vai precisar ficar procurando, nunca mais, porque eu já te achei.
Prometo enquanto longe, pensar em ti o tempo todo.
Prometo te ter todas as noites em meus sonhos mais secretos.
Prometo ainda, me lembrar bem desses sonhos, para que eles sejam realizados quando aquele dia, aquele que eu disse para você marcar na sua agenda, chegar.
No primeiro encontro, prometo o abraço mais apertado e o melhor beijo da sua vida.
Prometo que esse abraço e esse beijo durará por horas, e que ao terminar, você sentirá vontade de começar tudo mais uma vez.
Quando enfim estivermos juntos, eu te prometo ser sempre a mesma, te receber sempre com o mesmo abraço, o mesmo olhar, o mesmo beijo.
Prometo sentir saudade quando os minutos insistirem em serem mais longos que 60 segundos, e dessa saudade, fazer crescer a vontade de te ver, e que crescendo essa vontade, o encontro seja muito mais caloroso.
Te prometo também, te esperar retornar de um dia de trabalho cansativo com o meu sorriso mais aberto, meu perfume de aroma afrodisíaco, um jantar a luz de velas, a camisola de seda vermelha e os óleos de massagens de maracujá.
Prometo sem o menor resquício de dúvida, te amar a cada noite de forma intensa e depois te abraçar de modo que seja impossível distinguir onde começa o meu corpo e onde termina o teu.
Prometo zelar pelo teu sono e te ver adormecer, só para ter a certeza de que até dormindo você estará bem.
Te prometo um café na cama e um beijo de bom dia a cada amanhecer.
Te prometo um sussurro no ouvido te chamando de amorzinho, e que isso não soará "brega" nem tão pouco "clichê".
Prometo que seus dias serão muito mais ofegantes, pois em vários momentos você vai mesmo perder a respiração.
Prometo fazer qualquer problema desaparecer com um simples sorriso convidativo.
Prometo me apaixonar diariamente. E, me apaixonando, te fazer se apaixonar perdidamente nem que seja por um instante.
Prometo, por fim, não podendo prometer que tudo isso será eterno, prometo apenas que será o suficiente. O suficiente para mim, o suficiente para você. O suficiente para nós.
Prometo que você não vai precisar ficar procurando, nunca mais, porque eu já te achei.
Prometo enquanto longe, pensar em ti o tempo todo.
Prometo te ter todas as noites em meus sonhos mais secretos.
Prometo ainda, me lembrar bem desses sonhos, para que eles sejam realizados quando aquele dia, aquele que eu disse para você marcar na sua agenda, chegar.
No primeiro encontro, prometo o abraço mais apertado e o melhor beijo da sua vida.
Prometo que esse abraço e esse beijo durará por horas, e que ao terminar, você sentirá vontade de começar tudo mais uma vez.
Quando enfim estivermos juntos, eu te prometo ser sempre a mesma, te receber sempre com o mesmo abraço, o mesmo olhar, o mesmo beijo.
Prometo sentir saudade quando os minutos insistirem em serem mais longos que 60 segundos, e dessa saudade, fazer crescer a vontade de te ver, e que crescendo essa vontade, o encontro seja muito mais caloroso.
Te prometo também, te esperar retornar de um dia de trabalho cansativo com o meu sorriso mais aberto, meu perfume de aroma afrodisíaco, um jantar a luz de velas, a camisola de seda vermelha e os óleos de massagens de maracujá.
Prometo sem o menor resquício de dúvida, te amar a cada noite de forma intensa e depois te abraçar de modo que seja impossível distinguir onde começa o meu corpo e onde termina o teu.
Prometo zelar pelo teu sono e te ver adormecer, só para ter a certeza de que até dormindo você estará bem.
Te prometo um café na cama e um beijo de bom dia a cada amanhecer.
Te prometo um sussurro no ouvido te chamando de amorzinho, e que isso não soará "brega" nem tão pouco "clichê".
Prometo que seus dias serão muito mais ofegantes, pois em vários momentos você vai mesmo perder a respiração.
Prometo fazer qualquer problema desaparecer com um simples sorriso convidativo.
Prometo me apaixonar diariamente. E, me apaixonando, te fazer se apaixonar perdidamente nem que seja por um instante.
Prometo, por fim, não podendo prometer que tudo isso será eterno, prometo apenas que será o suficiente. O suficiente para mim, o suficiente para você. O suficiente para nós.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
-25 graus e 25 segundos de fogos.
Eis algo que eu não consigo descrever. Um local lotado, pessoas de diversas parte do mundo, todos iguais e irreconhecíveis com seus casacos gigantes, cachecol, luvas, mascaras, e tudo o mais que pudessem proteger do frio que chegava a doer o pensamento. Contagem regressiva para o novo ano... e... 10,9,8,7,6,5,4,3,2,1... (25 segundos de fogos). Risos quando lembro do meu pai tirando a luva pra fotografar os fogos, e ao retirar a luva e pegar a máquina, os fogos já eram fumaça. Sai da frente e vai seguindo o fluxo mesmo sem querer ir se não vai ser pisoteado. Cada um até o seu meio de transporte, umas horinhas de transito, e de volta pra casa. Tudo muito rápido. Como diz na minha terra; "igual caldo de cana". E que venha 2009, depressa assim.
Descoberta Natalina.
Pensava eu, desde criança que passar o natal na neve seria como se estivéssemos mais próximos de Papai Noel. Existindo, ou não, o tal Bom Velhinho. Será que é porque passei toda minha infância assistindo a “Esqueceram de mim 1,2,3,4...” todo dia 25 de dezembro as 2h da tarde na Rede Globo?
Será porque existe uma mídia que funciona como elo à um mundo imaginário onde dezembro só é dezembro se as ruas estiverem cobertas de neve? Não faço a menor idéia do que explica esse lance de que Natal tem que ter neve. Pelo menos não pra mim, brasileira, pernambucana, onde Natal com neve, na minha cidade, seria verdadeiramente um milagre divino, assim com redundância mesmo, pra enfatizar o quão estupendamente diferente, e até assustador, isso seria.
Me recordo neste momento como eu sonhei em ter um Natal na neve, por quantos anos eu pensei nisso, acreditando bem no fundo do coração que isso faria do meu Natal algo supremo, inesquecível, e que nada mais eu precisaria para ter um literal Feliz Natal. Eis que foram preciso passarem 23 anos para eu descobrir a verdade. Meu último Natal, esse que acabou de acontecer, tive a neve que eu tanto quis um dia. As ruas lindas, cheias de luzes, as árvores cobertas de flocos de neve, todas as casas da cidade enfeitadas como se tivessem em uma disputa de quem teria a conta de luz mais alta no final do mês.
Bonecos de neve, crianças fantasiadas de esquimó fazendo guerra e snow angel. Lindo, perfeitamente lindo. Era tudo o que eu queria para um Natal, e se agora eu tinha tudo isso, eu estava tendo um feliz Natal, certo? Errado! Muito Errado! Não é a neve que faz o Natal ser Natal. Me lembro bem do instante em que olhei para os meus pais que na ocasião tinham vindo me visitar no Canadá, e pude ver que aquilo sim era um Feliz Natal.
Eu poderia ter tido toneladas e toneladas de neve, mas se eles não tivessem ali, bem ali ao alcance dos meus braços, o meu Natal não seria Natal. Dá pra entender? Você passa a vida toda querendo algo, e quando tem, você ver que esse algo é sim legal, te provocou emoções, te arrancou lágrimas de alegria e sorrisos de surpresa. Mas, se você olha a coisa direito, a fundo, você acaba percebendo que Natal não é menos Natal se não tiver neve. Mesmo.
Eu aprendi. Aprendi que o que faz a gente feliz de verdade nem sempre é o que a gente sonha em ter, e sim o que a gente sempre teve, mas nunca se deu conta disso.
Será porque existe uma mídia que funciona como elo à um mundo imaginário onde dezembro só é dezembro se as ruas estiverem cobertas de neve? Não faço a menor idéia do que explica esse lance de que Natal tem que ter neve. Pelo menos não pra mim, brasileira, pernambucana, onde Natal com neve, na minha cidade, seria verdadeiramente um milagre divino, assim com redundância mesmo, pra enfatizar o quão estupendamente diferente, e até assustador, isso seria.
Me recordo neste momento como eu sonhei em ter um Natal na neve, por quantos anos eu pensei nisso, acreditando bem no fundo do coração que isso faria do meu Natal algo supremo, inesquecível, e que nada mais eu precisaria para ter um literal Feliz Natal. Eis que foram preciso passarem 23 anos para eu descobrir a verdade. Meu último Natal, esse que acabou de acontecer, tive a neve que eu tanto quis um dia. As ruas lindas, cheias de luzes, as árvores cobertas de flocos de neve, todas as casas da cidade enfeitadas como se tivessem em uma disputa de quem teria a conta de luz mais alta no final do mês.
Bonecos de neve, crianças fantasiadas de esquimó fazendo guerra e snow angel. Lindo, perfeitamente lindo. Era tudo o que eu queria para um Natal, e se agora eu tinha tudo isso, eu estava tendo um feliz Natal, certo? Errado! Muito Errado! Não é a neve que faz o Natal ser Natal. Me lembro bem do instante em que olhei para os meus pais que na ocasião tinham vindo me visitar no Canadá, e pude ver que aquilo sim era um Feliz Natal.
Eu poderia ter tido toneladas e toneladas de neve, mas se eles não tivessem ali, bem ali ao alcance dos meus braços, o meu Natal não seria Natal. Dá pra entender? Você passa a vida toda querendo algo, e quando tem, você ver que esse algo é sim legal, te provocou emoções, te arrancou lágrimas de alegria e sorrisos de surpresa. Mas, se você olha a coisa direito, a fundo, você acaba percebendo que Natal não é menos Natal se não tiver neve. Mesmo.
Eu aprendi. Aprendi que o que faz a gente feliz de verdade nem sempre é o que a gente sonha em ter, e sim o que a gente sempre teve, mas nunca se deu conta disso.
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