E toda quinta era a mesma coisa. A mesma fila gigantesca na frente. O segurança que checa a identidade mesmo vendo as mesmas pessoas e sabendo decorado até a filiação de cada um. As mesmas pessoas e suas conversas sem graça. As mesmas cantadas antiquadas. A mesma banda de pagode. As mesmas músicas. A mesma isso, a mesma aquilo outro, o mesmo sei lá o que...
A única coisa que não seria mais a mesma era o tal trocinho azul que fazia ela ver fadinha verde. Não, aquilo alí jamais seria o mesmo. Nunca mais iria se repetir. Assim foi feita a promessa na sexta feira seguinte a uma dessas quintas altamente iguais. Lembro bem, como se tivessse sido comigo, ela falou em alto e bom tom: " Juro que isso não vai ser igual semana que vem. " E durou. A promessa ficou de pé, até a quinta seguinte. Por uma única quinta. Só uma. Logo depois, isso mesmo, na próxima quinta, bem alí, na outra semana, tudo já era igual novamente.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
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