Me recordo ter recebido em diversos lugares diferentes e inoportunos a visita do bixinho azul que faz a cabeça maquinar sem parar e a mão ter vontade de escrever. Mas, enquanto imersa na banheira de agua quente com algumas gotinhas de essência de lavanda, é a primeira vez. Engraçado essas vontades que vêm do nada.
Meu pensamento começou a se "desaquietar" justamente por isso. Eu raramente tive problemas com não fazer o que a vontade manda, sempre escutei e fiz mesmo, antes que a vontade passasse. Mas, e quando a gente não pode? E quando é algo que não depende só da vontade? É, assim não é legal não. Nem um pouco.
Hoje me deu uma vontade enorme de ligar pra ele, de ouvir a voz dele, a risada, as histórias da semana e a emocionante troca de "eu te amo" antes do tchau. A vontade foi tanta que eu ainda peguei o telefone, acessei a agenda, fui até o nome dele, e la fiquei por uns 20 min - quando uma lágrima pingou na minha tela, me fazendo por o telefone do lado. Como pode? Como pode eu ainda sentir a presença dele como se ele ainda estivesse ali? Pior, como pode eu ter a certeza de que ele de fato está ali? Ali, aqui, em todo lugar.
É, vontade assim, que a gente não pode satisfazer, não é mesmo legal. Por sorte, eu aprendi que a mistura de amor, saudade, vontade e acreditar, resulta em algo bem similar da sensação de satisfação. Fugia do meu alcance ligar pra ele e ouvir sua voz do outro lado da linha, mas nada me impedia de fechar meus olhos, pensar nele e falar o que eu falaria por telefone.
Tudo bem que eu ainda assim não ouviria a voz dele, mas certamente o amor que nos une, a saudade e a certeza de que ele está sempre por perto, fariam meu coração ouvir essa voz que os meus ouvidos não podem mais ouvir. E foi exatamente o que eu fiz.
Não tem jeito. A velha vontade de escrever quando o bixinho azul - que faz a cabeça maquinar sem parar - aparece, é mais forte que eu. E, já que isso sim está ao meu alcance, mesmo estando eu imersa na banheira de água já não mais tão quente. Essa vontade, aqui está.
Eu te amo, e sim, eu estou ouvindo o seu "eu também".
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
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